Projeto com financiamento do BID beneficia micro empresários de Cabo Frio e Pádua

Estar inserido em um Arranjo Produtivo Local (APL) só trouxe vantagens para os cerca de 300 empresários que participaram do projeto Desenvolvimento Econômico Local, criado pelo Governo do Estado com o Sebrae/RJ e que contou com investimento de US$ 1 milhão do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Os resultados foram apresentados em seminário nesta quinta-feira (4) no Centro do Rio.

O projeto contemplou os Arranjos Produtivos Locais (APLs) Moda Praia, em Cabo Frio, na Região dos Lagos, e Rochas Ornamentais, em Santo Antônio de Pádua, no Noroeste Fluminense. Para medir os resultados, foram realizadas duas pesquisas que compararam a situação das empresas em 2013, ano de início do projeto com financiamento do BID, e 2017. Na comparação, houve o crescimento no faturamento anual, melhoria na exportação, maior utilização de comércio eletrônico e inovação.

Com loja em Cabo Frio há 25 anos, Cláudia Guimarães Rosa participou de três missões internacionais e abriu a loja virtual durante o projeto.

“É importante para trocarmos experiências, olhar o que o parceiro está fazendo, e não vê-lo como concorrente”, disse a empresária.

Em Santo Antônio de Pádua, o principal benefício foi a legalização das empresas. Silvio Saide é dono de uma serraria e pedraria desde 2008, que agora estão totalmente legalizadas.

“Para a minha empresa, o maior ganho foi o intercâmbio com as instituições de legalização. Também investi muito em segurança do trabalho com apoio do projeto”, disse Saide.

De acordo com a subsecretária de Comércio e Serviço do Governo do Estado, Dulce Ângela Procópio, apesar de serem distintos entre si, os dois APLs, Moda Praia e Rochas, apresentavam características semelhantes.

“Ambos lidavam com elevado índice de informalidade e dificuldades de interlocução entre os integrantes do setor”, afirmou a subsecretária.

Hoje, as duas regiões contam com sistema de gestão dos APLs e governanças locais. O projeto já foi estendido para outro APL, de Moda em Itaperuna, no Noroeste.

“A ideia é que a metodologia desenvolvida seja aprimorada e replicada não somente em outros APLs no estado do Rio, mas até mesmo levada para outras regiões”, comentou Luciana Botafogo, especialista do Fundo Multisetorial de Investimentos (Fumin), do BID.

Segundo o Evandro Peçanha, diretor do Sebrae/RJ, mais de 60% das empresas beneficiárias inovaram em processos, produtos e serviço.

“O financiamento do BID possibilitou a abertura de novos mercados e o incremento de 10% no faturamento das empresas, isso num momento de crise econômica no País e especialmente no estado do Rio”, afirmou Peçanha.

Além da apresentação dos resultados do projeto e troca de experiências entre os integrantes das duas cadeias produtivas, o evento também terá como pano de fundo o lançamento do sistema Mooola, que vai integrar dados das duas bases de APLs. Estatísticas, referências e principais resultados do projeto estarão disponíveis neste sistema que será disponibilizado nos sites do Sebrae e do Governo do Estado.

*Imprensa RJ

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