Porto do Açu: vereadores cobram informações sobre desapropriação no 5º Distrito de SJB

Em conjunto, na sessão desta terça (25), os vereadores de São João da Barra, Gerson Crispim (SD), Sônia Pereira (PT), Ronaldo Gomes (PROS), Aluizio Siqueira (PP), Carlos Caputi (PTN) e Jonas Gomes (PP) requereram à Codin e à Prumo Logística, informações sobre a real situação das desapropriações de terra de famílias de agricultores ocorridas no 5º Distrito para a construção do Porto do Açu. O requerimento inclui um relatório das que já estão pagas aos proprietários e dos que ainda não receberam. Também nesta segunda-feira (25) houve mais uma manifestação na egião.

O presidente da Câmara, Aluízio Siqueira, disse que o pedido de requerimento a Códon e a prumo Logística foi feito devido ao tempo que o processo vem se arrastando. “È um processo que se arrasta há alguns anos, por isso encaminhamos esse requerimento. Queremos saber em que fase se encontra”, explicou o vereador.

De acordo com uma reportagem recente do SBT Rio, o empresário Eike Batista e o ex-governador Sérgio Cabral, presos na Operação Lava Jato, deram um prejuízo de R$ 2 bilhões em desapropriações do Porto do Açu, em São João da Barra. A informação foi divulgada pelo advogado de agricultores, Antônio Maurício Costa.

O advogado entrou com uma ação popular contra o governo estadual, a LLX — antiga empresa de Eike — e a Prumo Logítica, que assumiu o empreendimento depois do empresário. Maurício Costa pediu a devolução das terras com um pagamento de indenização por um “preço justo”. A ação corre em segredo de Justiça.

“Essa é a maior fraude com grilagem da história do país praticada por alguém. Eles utilizaram um benefício de uma súmula do STF, que dá ao expropriante a possibilidade de depositar o que ele acha que deve por meio de um laudo fabricado por ele mesmo. No caso, fabricado por R$ 0,25”, afirmou o advogado. Segundo ele, o valor seria maior. “As perícias trazem em torno de R$ 25 a R$ 30 o metro quadrado, o que representa esse prejuízo. É mais do que um grande negócio, é um grande golpe”, declarou.

*Rep: Márcio Fernandes com assessoria

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