Pool de logística portuária tem âncoras no interior do RJ e ES

A extensa faixa litorânea que compreende o extremo sul do estado do Espírito Santo e o extremo norte do Estado do Rio de Janeiro, vai abrigar, no médio prazo, o maior complexo de logística portuária do Sudeste do Brasil, e certamente será um dos maiores polos de logística para movimentação de cargas para exportação e importação do país. No momento são quatro projetos para o setor naval que vão mudar o panorama da economia do norte fluminense e sul capixaba. Os destaque são para o Super Porto do Açú, que tem como maiores acionistas fundos de pensão norte americanos, e o Porto Central, que tem maior volume de investimentos com capital chinês.Quando consolidados os empreendimentos vão gerar mais de 50 mil empregos e milhões em divisas, com peso relevante para o PIB dos dois estados e para a balança comercial brasileira.Um passo importante foi dado nesta semana para a construção do Porto Central, que ficará situado entre os municípios de Presidente Kennedy (ES) e São Francisco de Itabapoana (RJ).

Fotos: ascom – antaq/porto central

O norte fluminensejá abriga o super porto do Açú, que abriga empresas multinacionais da indústria do mundo do petróleo. Dotado de dois grandes terminais – um onshore (em terra) e outro offshore (no mar) – o Porto do Açú, situado entre os municípios de Campos dos Goytacazes e São João da Barra, já exporta para a China, minério de ferro e a bauxita, minério do qual se produz o alumínio. As empresas multinacionais fabricam equipamentos para exploração de petróleo, como rises (utilizados para sugar o petróleo dos poços para as plataformas)e o complexo já movimenta diversos segmentos do setor produtivo, com a geração de cerca de 10 mil empregos diretos e indiretos. Mas investidores do setor portuário lançaram âncora da região e pedem passagem para novas plantas para o setor naval. Na foz do Canal das Flechas, entre Campos e Quissamã, uma PPA (parceria público privada) que envolve estaleiros brasileiros e os governos locais (Campos e Quissamã) e também os governos do Estado e o governo federal.

Depois de enfrentamento e queda de braço com a burocracia e embates jurídicos por conta de desapropriações e os órgãos ambientais por mais de quatro anos, finalmente o Porto Central dá sinais de que vai sair do papel. Neste 21 de março de 2017 a ANTAQ (Angência Nacional de Transportes Aquviários) e o Porto Central assinaram Contrato de Adesão para a construção e exploração do Porto Central. O empreendimento vai gerar 4.800 empregos.

O Porto Central e o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil / Antaq assinaram o Contrato de Adesão que autoriza o início da construção e operação do complexo industrial portuário no Município de Presidente Kennedy(ES).

A cerimônia de assinatura do Contrato de Adesão foi realizada no dia 21 de março de 2017 em Brasília na presença dos Diretores do Porto Central, José Salomão Fadlalah e Edwin van Espen, e autoridades governamentais, como o Ministro de Estado dos Transportes, Portos e Aviação Civil, representado pelo Sr. Fernando Fortes Meltro Filho, o Diretor-Geral da ANTAQ, Sr. Adalberto Tokarski, o Senador Ricardo Ferraço, o Deputado Evair de Melo e o Subsecretario da SEDES, o Sr. Neucimar Fraga.

Edwin van Espen, CEO do Porto Central, afirma que “a autorização da ANTAQ é um marco importantíssimo para o projeto, fortalece nosso compromisso com o mercado e com o Brasil para desenvolver uma solução logística confiável e eficiente”.

A emissão dessa autorização reforça o fato de que o Porto Central está localização em uma área estratégica, viável e competitiva para o desenvolvimento de um porto de classe mundial.

Além da aprovação da ANTAQ, a licença ambiental de instalação do IBAMA deverá ser emitida em breve para o Porto Central. Essas são as duas principais licenças necessárias para iniciar a construção do porto.

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