Pesquisadores da UFFRJ fazem cultivo experimental da pitaia e figo indiano no NF

Frutas exóticas, comuns em climas semiárido e árido, como a pitaia,comum na região Nordeste do Brasil, e também o figo indiano, ambas espécies da família das cactáceas, estao sendo testadas em áreas de plantio experimental no câmpus da UFRRJ (Universidade Federal Rural do Estado do Rio de Janeiro). Sabedores da fertilidade e das condições edafoclimáticas das terras do Norte Fluminense, e também observadores das mudanças climáticas que vem ocorrendo nesta região (que há cerca de 40 anos tinha clima tropical úmido, mas devido as constantes secas caminha para o semi-árido), pesquisadores do câmpus Campos dos Goytacazes da UFRRJ (Universidade Federal Rural do Estado do Rio de Janeiro), estão testando cultivares alternativas que são próprias de regiões de clima semi-árido. A expectativa é que as frutas exóticas, com valor agregado relevante para os produtores da região se adaptem ao solo e clima da região que cada vez mais tem sofrido com prolongadas estiagens. O diretor do câmpus, o pesquisador Carlos Frederico Menezes Veiga informa que além das espécies frutíferas de cactus, também estão sendo feitos experimentos no cultivo de outras variedades de plantas da cadeia alimentar para para avaliar a viabilidade técnica e econômica de culturas com aptidão agrícola a ambientes com limitação de água.

“Fizemos opção pela pitaia, pelo figo indiano e pela pimenta do reino porque são cultivares do segmento agrícola com boa rentabilidade ao produtor, e que as demandas do mercado possibilitam a geração e manutenção de empregos no campo. As frutas exóticas estão em alta no mercado e a produção ainda se encontra num estágio emergente no Brasil, com excelente valorização destes frutos no mercado nacional e no exterior. Estamos empenhados na implementação da integração do sistema lavoura-pecuária-floresta, que tem por objetivo abrir perspectivas que elevem as potencialidades produtivas nas regiões Norte e Noroeste Fluminense”, informa Frederico Veiga.

Frederico detalha que o engenheiro agrônomo e coordenador do projeto, Gustavo Cardoso de Oliveira Dias, está confiante que após os resultados obtidos nos estudos ocorra boa difusão entre os agricultores e que tenham interesse pelo cultivo das espécies. Ele relata que no momento estão sendo submetidos cerca de 20 materiais genéticos diferentes às avaliações quanto a adaptação ao solo e clima do Norte Fluminense. Duas dessas espécies foram doações de 300 estacas pelo professor e pesquisador José Darlan Ramos da UFLA-MG (Universidade Federal de Lavras), que é o coordenador do projeto “Manejo da adubação da pitaia vermelha no município de Lavras-MG”.

O diretor do câmpus Campos dos Goytacazes da UFR-RJ acrescenta que a partir dos experimentos já instalados no campo, são avaliados diferentes formas de sistemas de produção e bem como o nível de produtividade das variedades, da mesma forma que são registrados os aspectos agronômicos e industriais que serão então recomendadas para áreas comerciais. “Um dos objetivos que temos nesta primeira fase do programa é o de futuramente fornecermos mudas para agricultores interessados. Ao final dos estudos, estaremos cedendo como as primeiras matrizes de mudas as próprias plantas da área experimental”, concluiu Frederico de Menezes.

Rep: Jualmir Delfino

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