Para advogado de Garotinho, testemunhas “não podem ser consideradas”

Após a audiência da Operação Chequinho na última segunda-feira (3) no Fórum de Campos, o advogado Fernando Fernandes, do ex-Secretário de Governo de Campos, Anthony Garotinho, durante a gestão da então prefeita Rosinha Garotinho, afirmou que as testemunhas de acusação Elizabeth Gonçalves dos Santos (Beth Megafone) e Alessandra Pacheco, não podem ser consideradas. Na avaliação do advogado, as duas teriam interesse na causa.

“Elas não podem ser consideradas testemunhas. Testemunha é quem não tem interesse na causa. Elas foram presas e, quando estavam presas, prestaram depoimento. Em seguida, foram soltas – depois que acusaram Garotinho”, afirmou Fernando Fernandes.

De acordo com o advogado de Garotinho, cada uma das duas testemunhas prestou quatro depoimentos, e teriam apresentado versões completamente diferentes. “Ora contra Garotinho, ora a favor”, diz ele.

Para Fernando Fernandes, “Beth Megafone mente por raiva, rancor e ódio”, já que, quando foi presa, seu filho teria ligado para Garotinho, que não teria atendido à ligação. “Percebe-se uma rede de intrigas para inviabilizar Garotinho”.

A “Operação Chequinho” apura o uso do programa social Cheque Cidadão para compra de votos em Campos em 2016. Nesta sexta-feira (7), o ex-Subsecretário de Governo de Campos, Alcimar Ferreira Avelino, foi preso pela Polícia Federal.

Durante o dia, a Polícia Federal também cumpriu três mandados de prisão domiciliar contra o ex-vereador Miguelito (PSL), Gisele Kock, ex-coordenadora do programa Cheque Cidadão, e Ana Alice Ribeiro Lopes Alvarenga, que foi Secretária de Desenvolvimento Humano e Social na gestão da ex-prefeita Rosinha Garotinho. Também há um mandado a ser cumprido contra o ex-vereador Ozeias Martins (PSDB).

*Fonte: Diário da Planície

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