Mesmo com a crise, Noroeste Fluminense apresenta potencialidades de desenvolvimento

A região Noroeste do Estado do Rio de Janeiro apresenta potencialidades interessantes para desenvolvimento de sua economia. O setor produtivo tem atividades diversificadas. Além das vocações naturais, o setor industrial tem empresas que apresentam números expressivos na geração de empregos, na produção e na geração de divisas. O setor de agropecuária é forte, e agrega valor com plantas industriais que contam sete frigoríficos e usinas de laticínios. O setor agroalimentar do noroeste do estado fortalece o garante o bom fluxo de produção das matérias primas  para a cadeia do leite nas pequenas, médias e grandes propriedades, com geração de 2,5 mil empregos, conforme levantamento da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro). O noroeste, de acordo com as últimas estimativas do IBGE em 2014 tem 323 mil habitantes e representa 2% do Estado. Os municípios mais populosos são Itaperuna, Santo Antônio de Pádua e Bom Jesus do Itabapoana que, juntos, abarcam mais de 50% da região (176 mil habitantes). A região é formada também pelos seguintes municípios: Cambuci, São José de Ubá, Itaocara, Italva, Miracema, Porciúncula, e Varre-Sai.

A industria de laticínios do noroeste fluminense tem empresas com marcas consolidadas até mesmo fora do mercado do Estado do Rio, como a Leite Glória que foi do Grupo Fleichmann & Royal, e que produz derivados do leite com a marca Quatá, Cavil, Xamego Bom, Marília, dentre outras, como a Nata (Industria de Laticínios Pádua). O cooperativismo dá sinais de crescimento no complexo industrial leiteiro, a exemplo do surgimento da Cooperativa de Agricultura Familiar e Economia Solidária de Italva (Copafi), no município de Italva, que abriga outros setores que tem peso na economia do estado do Rio: são os setores da confecção, da monda intima, o cimenteiro, com a produção de calcário e o setor de pedras decorativas, que abriga grandes jazidas de granito ornamental. Empresas de marcas afamadas do setor como a Paraíso e Maravilha figuram no Boletim Fluminense do setor, com reservas em larga escala.

O PIB (Produto Interno Bruto) do norte do estado do Rio gira em torno de R$ 5 bilhões o que equivale a 1% do total produzido no estado. Setorialmente, a maior participação para o produto do Noroeste Fluminense, como ocorre praticamente em todas demais regiões. é o de Serviços e o Comércio, que responde em média 45% do PIB da região. O PIB da Indústria teve o maior crescimento no levantamento entre 2007 e 2012(+26,8%), alcançando a cifra de R$ 573 milhões. A agropecuária, cresceu +17,4% no mesmo período e participa com 5% do PIB da região, mas sua representação para o Estado do Rio de Janeiro é mais relevante, equivale a 12% do valor produzido pelo setor.

PIB do noroeste por setores econômicos (em milhões) mostra reflexo da crise 

As indústrias do Noroeste Fluminense registraram queda da atividade produtiva em dezembro de 2016, revela a Sondagem Industrial, divulgada pelo Sistema Firjan. A pesquisa, realizada com empresários da região, apontou queda em diversos indicadores, entre eles o de volume de produção, que atingiu 38,2 pontos. A pesquisa da Firjan varia de 0 a 100 pontos. Os valores abaixo de 50 indicam piora ou redução e acima de 50 representam melhora ou aumento.

De acordo com o Gerente da Regional Norte e Noroeste Fluminense, Luiz Mário Concebida, neste cenário a indústria operou, em média, com 55% da capacidade instalada, patamar inferior à média histórica registrada, que foi 59,1%. “A baixa na atividade produtiva teve reflexos no mercado de trabalho, que apresentou redução no número de empregados (42,1 pontos). Com a queda na produção, a indústria supriu a demanda por produtos reduzindo o nível dos estoques (39,5 pontos), que ficaram, inclusive, abaixo do planejado (39,5 pontos)”.

A pesquisa aponta ainda que os industriais registraram insatisfação com as condições financeiras no quarto trimestre de 2016, com redução da margem de lucro e dificuldade de acesso ao crédito (25,1 pontos). A perspectiva para os próximos seis meses também é de redução na demanda por produtos industriais (47,7 pontos), na compra de matéria-prima (48,0 pontos) e no número de empregados (48,3 pontos)”, detalha Luiz Mário.

Indústria do Noroeste pretende exportar para compensar perdas 

Para compensar as perdas impostas pela crise no setor industrial na região, as indústria do Noroeste Fluminense, como alternativa ao mercado interno, planejam aumentar as exportações, destinando parte de sua produção ao mercado externo. odos os indicadores da Sondagem industrial da região Noroeste estão em linha com os resultados observados no estado do Rio de Janeiro. Participaram da Sondagem Industrial empresas dos 13 municípios atendidos pela Representação Regional Firjan Noroeste Fluminense: Aperibé, Bom Jesus do Itabapoana, Cambuci, Italva, Itaocara, Itaperuna, Laje do Muriaé, Miracema, Natividade, Porciúncula, Santo Antônio de Pádua, São José de Ubá e Varre-Sai.

*Jualmir Delfino

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