Greve geral leva 3 mil pessoas ao Centro de Campos

A greve geral em protesto contra as reformas trabalhistas e da Previdência Social convocada pelas centrais sindicatos para esta sexta-feira (28) em todo o Brasil foi considerada um “fracaso” pelo governo federal. Mas para o presidente da CUT, Vagner Freitas, a paralisação deve ser “a maior greve já realizada no país”. Ele destacou a adesão aos protestos no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Fortaleza, Curitiba e Brasília. Em Campos (RJ), as agências bancárias não abriram, as escolas públicas aderiram totalmente ao movimento que deixou fechadas 50% das particulares. De acordo com a organização em torno de 3 mil manifestantes estiveram presentes.

Em Campos as manifestações começaram e terminaram na rodovia BR-101, porém durante o dia ocorreram atos no Centro da cidade e uma caminhada até a Câmara de Vereadores, os grevistas cobraram dos parlamentares uma posição contra as propostas do governo federal. “Foi além das nossas expectativas, até mesmo pela participação de diferentes movimentos sindicais”, destacou o diretor da Federação Nacional dos Urbanitários, Hélio Anomal.

No centro da maior cidade do interior do Rio, o comércio funcionou, mas no início da tarde várias lojas fecharam por medo de incidentes. As empresas de transporte coletivo não pararam, só que o movimento de passageiros ficou bem abaixo se comparado à outros dias.

Segundo o Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro NF), na Bacia de Campos 30 plataformas aderiram ao movimento e, em alguma delas a produção teve que ser parada porque os prepostos da empresas não tinham como dar continuidade ao trabalho.

No heliporto do Farol de São Thomé, em Campos, cerca de 20 aeronaves não decolaram. Em Cabiúnas, Macaé, houve corte de rendição e diversos ônibus chegaram vazios ao terminal. Ainda na cidade, os petroleiros das bases administrativas não entraram para trabalhar. Houve um ato da Praça Veríssimo de Melo.

Rio capital

Pelo menos nove ônibus foram incendiados no centro do Rio de Janeiro durante as manifestações que ocorrem nesta sexta-feira (28) na cidade e no país como parte da greve geral contra as reformas trabalhista e da Previdência.

Um ônibus foi incendiado na Cinelândia e pelo menos quatro na Lapa, região central da capital fluminense. Até o momento, não há informações sobre feridos. A polícia tenta dispersar os manifestantes, muitos deles mascarados, com bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo.

*Rep: Márcio Fernandes

*Foto: internauta

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

%d blogueiros gostam disto: