Firjan: Estado do Rio pode perder carteira de investimentos de R$ 42 bilhões

O Estado do Rio de Janeiro poderá perder investimentos da ordem de R$ 42 bilhões nos próximos três anos. O alerta foi dado pelo técnico da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), William Figueiredo, que é coordenador de Estudos Econômicos do Estado do Rio. Nesta semana, durante encontro dom prefeitos fluminenses na sede da Federação, Figueiredo apresentou levantamento da Firjan que aponta que, sem os incentivos, o estado do Rio pode perder uma carteira de investimentos da ordem de R$ 42 bilhões nos próximos três anos. O presidente da instituição Eduardo Eugênio Gouvea Vieira, conclamou os prefeitos para unir esforços junto aos deputados na Alerja e junto à bancada fluminense no Congresso Nacional para evitar as perdas dos incentivos fiscais.

Presente ao encontro dos prefeitos com o presidente e técnicos da Firjan, o deputado estadual André Corrêa (PSDB)foi pragmático ao analisar o quadro de encolhimento do setor industrial por conta da crise econômica que afeta o país e por conta da crise protagonizada pelo próprio governo do estado do Rio, que decretou falência desde meados de 2016: “O estado do Rio entrou de maneira tardia na guerra fiscal, e perdeu competitividade em setores importantes por conta disso. Sem incentivos perderemos fábricas, e ao perder uma, outras são estimuladas a fazer o mesmo. Não podemos abrir mão desses investimentos”, disparou André Corrêa, que ouviu demandas de diversos prefeitos e secretários de Fazenda de municípios de todas regiões fluminenses.

Dentre as propostas definidas no encontro, os prefeitos, deputados e a Firjan vão fazer gestões politicas na tentativa, por exemplo, de derrubar o Projeto de Lei 12/2016, que suspende todos os benefícios concedidos após julho de 2016, quando o governo estadual decretou estado de falência. Estiveram presentes no encontro Manoela Peres, prefeita de Saquarema; Carlos Vilela, prefeito de Queimados; Luciano Ramos Pinto, prefeito de Cordeiro; Lucimar Cristina Ferreira, prefeita de Paracambi; Renato Bravo, prefeito de Nova Friburgo; Luiz Martins, deputado estadual (PDT); além de secretários de Fazenda e de Planejamento das cidades de Campos dos Goytacazes, Petrópolis e Resende.  140 empresas aguardam incentivos para montar fábricas.

De acordo com informações do diretor da Amaerj (Associação de Municípios do Estado do RJ), Luiz Antonio, “a redução ou eliminação de incentivos gera insegurança jurídica às empresas, o que ocnsidera  nocivo para o ambiente de negócios fluminense. Além de alertar que o quadro presente gera insegurança juridica, ele destacou que existe lista de 140 empresas do setor industrial que aguardam a definição e publicação dos incentivos para instalarem suas plantas industriais.

“Não gerarmos emprego e renda em um cenário de crise é um crime. Há uma lista de 140 empresas que aguardam a publicação de incentivos, e são elas que irão contribuir para empregar nossa população”, afirmou Luiz Antônio.

Josimar Salles, prefeito de Três Rios, testemunhou a situação levantada pelo diretor da Amaerj: “Antes dos incentivos fiscais, o município perdeu uma grande indústria, o que trouxe reflexos negativos para outras áreas, como educação, saúde e segurança. “Mas com os incentivos, novas empresas e indústrias vieram para nossa cidade, que passou a ter uma economia mais movimentada. Hoje vejo instabilidade e falta de segurança. Precisamos combater isso. O estado tem que oferecer um ambiente confiável para os empresários, porque sem isso perdemos em outros setores econômicos”, pontuou Josimar Salles.

Para Sergio Duarte, vice-presidente da FIRJAN, a manutenção da política de incentivos é determinante para a competitividade industrial fluminense. “A guerra fiscal é difícil, mas sem ela vamos perder empresas não para outros estados, mas para outros países. Os incentivos são primordiais. Eles reduzem a carga tributária para nossas empresas serem mais competitivas”, defendeu.

*Jualmir Delfino / Com assessoria

 

 

 

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