Crise hídrica reúne hoje em Campos autoridades da região e do governo do Estado

A iminente possibilidade do recrudescimento da crise hídrica que volta a preocupar produtores rurais e autoridades do Norte do Estado do Rio de Janeiro é tema de debate entre autoridades de Campos, São João da Barra, Quissamã, do governo do Estado, produtores rurais e pesquisadores do campus da UFR-RJ (Universidade Federal Rural do Estado do Rio em Campos). O encontro acontece a partir das 18h no auditório do campus na universidade na RJ-216 no bairro da Penha, e contará com a presença do secretário de Estado do Meio Ambiente, André Correa.

Em entrevista ao Monitor News, o secretário de Agricultura, Pecuária e Pesca de Campos, Nildo Cardoso, que participará de painel durante o debate de logo mais, declarou que “a ecassez de água nos canais que cortam a extensa área agricultável da Baixada Campista é muito preocupante e exige providências”. Nildo destacou que as providências de curto prazo que cabem à Prefeitura de Campos já estão sendo adotadas em parceria com a Secretaria do Meio Ambiente do Estado.

“Já buscamos entendimento com o Governo do Estado, por meio do secretário do Meio Ambiente, André Correa, que por meio de parceria com a Prefeitura viabilizou o serviço de dragagem de manutenção do Canal Coqueiros, que já iniciamos nesta segunda-feira. Neste debate no Câmpus da UFRRJ sobre a crise hídrica que afeta toda nossa região e prejudica os setores da agricultura, da pecuária, da pesca e outros segmentos da economia, o secretário estará conosco para debatermos as medidas para o curto e médio prazo”, informou Cardoso.

Medidas de curto e médio prazo

O secretário acrescentou que no curto e médio prazo a Prefeitura vai envidar esforços junto ao Estado para também dragar o Canal Cambaíba e retificar o nível das comportas dos canais junto ao Rio Paraíba do Sul para que nos períodos de cota baixa a água do rio possa continuar entrando nos canais que irrigam as terras agrícolas da extensa Baixada Campista.

“O Rio Paraíba do Sul tem estado com a cota abaixo dos 6m e isso impede que a água adentre pelas comportas dos Canais Campos-Macaé (Centro); Coqueiros (no bairro Matadouro) e da mesma forma  no Canal Cambaíba (nas proximidades de Martins Lage). Neste primeiro momento, a parceria que fizemos com a Secretaria de Meio Ambiente do Estado, permitirá a dragagem dos pontos críticos do Canal Coqueiros e também do Cambaíba, mas vamos debater a necessidade de retificarmos os níveis das comportas que estão acima do nível da água do rio Paraíba. Temos hoje 19 comportas, mas precismos de pelo menos mais uma na confluência do Cambaíba com o rio, em Martins Lage, para que mesmo com a cota baixa a água do rio Paraíba possa fluir para o canal e assim minimizarmos tantas perdas no meio rural”, defende Nildo Cardoso.

*Rep: Jualmir Delfino

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