Crise Econômica derruba produção ceramista em 30% no Norte Fluminense

O setor ceramista está entre as atividades mais relevantes da economia de Campos, principal polo econômico da região Norte do Estado do Rio de Janeiro que até 2014 empregava mais de 8 mil pessoas. Mas a crise econômica derrubou em 30% a produção de telhas, blocos e tijolos entre 2015 e 2016. O parque ceramista campista conta mais de 100 indústrias e é o maior do Estado do Rio, mas está com 60% da capacidade industrial ociosa. O setor que gerava 8 mil empregos fez desligamentos por conta da crise nos dois últimos anos, e hoje opera com cerca de 4,5 mil empregados.

O setor espera atravessar 2017 pelo menos com os mesmos resultados de 2016. Até 2015 as empresas do setor pagavam salários semanalmente e o 13º salário em dia, mas no final e 2016, algumas delas não conseguiram pagar o benefício, mesmo tendo reduzido o efetivo de trabalhadores.

Conselheiro da Firjan, e ceramista experiente, o empresário Amaro da Conceição, ex-dirigente do Sindicato dos Ceramista, relata que “no início de 2015, quando a luz amarela acendeu, o preço do principal item do setor, o milheiro do tijolo 19 x 19, era comercializado na fábrica por R$ 520,00, mas hoje não chega a R$ 400”, lamenta Amaro da Conceição.

__ No final de 2015, quando eu estava presidente do sindicato, diante do quadro crítico que se instalava no setor, com o freio de mão puxado na construção civil, convoquei os companheiros e defendi que reduzíssemos a produção em 30% para enxugar o mercado e assim equilibrar os preços que estavam já aviltados. Passamos por 2016 com muitas dificuldades e fomos obrigados a enxugar quadros. O setor está iniciando 2017 com o preço do tijolo em baixa, na faixa entre R$ 370 e R$ 380, e nossa preocupação está no fato da indústria da construção civil não apresentar projeções de evolução relevante __ observa o empresário, considerado um dos mais otimistas entre os lideres do setor.

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