Cresce interesse por cooperativas de crédito e Sicoob Fluminense avança na região

Um levantamento da revista Exame mostrou que as cooperativas de crédito brasileiras tiveram crescimento dos financiamentos em ritmo superior ao do sistema bancário do país em 2015. Esse crescimento se deve principalmente a dois fatores, alta capilaridade e oferta de taxas mais competitivas num momento de juros em níveis assustadores. No Estado do Rio, um exemplo é o Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob) Fluminense, que em Campos (RJ) já conta com três agências e se prepara para inaugurar a quarta.

Em Campos a Sicoob Fluminense já conta com agências no Centro, Morro do Coco e Goytacazes, Guarus é o próximo alvo da cooperativa. No município do São Francisco de Itabapoana, a Sicoob abriu primeiro uma agência no Centro, e depois na localidade de Praça João Pessoa aproveitando que o Bradesco saiu de lá. “É uma agência que está bem sólida. No ano passado dobramos a capacidade da agência. A nossa expectativa foi consumada em dois anos”, diz o diretor da Sicoob Fluminense, Neilton Ribeiro. Os municípios de São Fidélis e Nova Friburgo brevemente ganharão uma agência Sicoob.

A cooperativa de crédito que começou no Instituto Federal Fluminense (IFF) com 26 associados, hoje cresceu mais do que as concorrentes no Estado do Rio de Janeiro. “Em 2016 abrimos quatro agências e ampliamos duas, atendendo a demanda de regiões, carentes algumas vezes de assistência bancária. Sim crescemos quantitativamente, crescemos qualitativamente. Esse é o caminho”, destaca o diretor do Sicoob que conta com mais de 2 mil agências no Brasil.

Diferente das instituições financeiras convencionais, os resultados das cooperativas retornam para o associado através do que chamam de sobra, uma espécie de participação nos lucros. Só a Sicoob Fluminense passou de R$ 2 milhões em sobras em 2016. As vantagens financeiras das cooperativas de crédito estão fazendo com que haja uma migração de clientes que antes tinham contas em bancos.   “A cooperativa pode fazer o mesmo que um banco, mas com um custo mais barato. Você ganha duas vezes com um serviço mais barato e o excesso é devolvido ao cooperativado”, diz Neilton Ribeiro.

Juntas, as quatro maiores cooperativas de crédito do Brasil – Sicredi, Unicred, Sicoob e Confesol – já seriam hoje o sexto maior banco de varejo, segundo estudo inédito feito pela consultoria alemã Roland Berger. São quasse 8 mil associados na Sicoob Fluminense que existe há 19 anos. As agências estão em Campos, São João da Barra, São Francisco de Itabapoana, Bom Jardim, Bom Jesus de Itabapoana, Macaé, Itaperuna, Quissamã, e Rio.

A Sicoob é considerada a maior do país no setor. Com cerca de 3,2 milhões de sócios, de acordo com a Exame a cooperativa de crédito fechou 2015 com R$ 34,7 bilhões em crédito, alta de 9,2% se comparado a 2014. Também com mais de 3 milhões de cooperados, o Sicredi viu sua carteira subir 8,1% no período, a R$ 30,6 bilhões.

Diante da retração no setor bancário, as cooperativas estão aproveitando para expandir a oferta de serviços financeiros, incluindo cartões de crédito, consórcios, previdência e seguros. Nos últimos tempos, os grandes bancos cresceram 16% ao ano no Brasil, os médios, 11% e as cooperativas, 20%.

*Rep: Márcio Fernandes

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