Carne fraca no Sul e “carne forte” no Norte e Noroeste do RJ

A 0peração Carne Fraca da Policia Federal abalou o setor da produção de carnes no sul do Brasil, notadamente em Santa Catarina, fato que ocasionou perdas da ordem de US$ bilhão para o setor, conforme pronunciamento do Presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro. Ao cotrário disso, no Norte e Noroeste do Estado do Rio de Janeiro, o setor vai bem obrigado, conforme os números apresentados por entidades do setor de carne e laticínios, durante evento realizado nesta quinta-feira (06)na cidade de Itaperuna, na região Noroeste Fluminense, a industria de alimentos e bebidas, movimenta nada menos que R$ 16 bilhões/ano no Norte Fluminense, com destaque no segmento da produção de carnes.

Durante o evento que reuniu pecuaristas e donos de frigoríficos na sede da representação Regional Noroeste da Firjan, a boa notícia está no fato que empresários do setor investem cada vez mais em ativos para alcançar novos nichos no mercado. Os frigoríficos da região estão investindo por exemplo para atender ao mercado que apresenta demandas para a carne de sol. Este foi um dos temas na pauta do Encontro da Indústria da Carne realizado nesta quinta-feira (06) na sede da Representação Noroeste da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro.

O presidente da Representação Regional Norte e Noroeste da Firjan, Luiz Mário de Azevedo Concebida fez ampla abordagem sobre a importância das parcerias e de ações efetivas para organização do setor para alcançar o nível de excelência na qualidade dos produtos para a alta competitividade.

Em entrevista ao Monitor News, Luiz Mário destaca que a base da indústria de frigoríficos de abate e laticínios do Estado do Rio de Janeiro fica no Norte e Noroeste do Estado, com movimentação de recursos da ordem de R$ 3,5 bilhões ao ano.

“O Estado do Rio é o segundo no Brasil na industria do charque. É um segmento empresarial consolidado que emprega bem e tem um CNAe (Classificação no Código Nacional de Atividades Econômicas) bem definido. Temos nessas duas regiões oito grandes indústria de laticínios, como a da Flashman & Royal que fabrica o  leite em pó, da tradicional marca Glória, em Itaperuana; e grandes frigoríficos, como o Frinorte, em Campos, sem falar nas indústrias que tem produção em menor escala para consumo local e regional.A indústria de alimentos (carne e bebidas) emprega 9000 pessoas no Norte Fluminense e gera outros 2,5 mil empregos na região Noroeste”, informou Luiz Mário.

Sobre sua avaliação sobre a importância do setor primário o executivo da Firjan que gerencia as representação da instituição em Campos (Norte) e Itaperuna (Noroeste) foi pragmático:

“A operação Carne Fraca, que afetou frigoríficos microrregiões do Sul e Centro-Oeste do Brasil, não afetou o setor por aqui e isso evidencia que o setor é consolidado e busca maior competitividade. No Norte Fluminense, a partir dos anos 80, o setor primário foi relegado ao segundo plano por causa da pujança do setor petróleo, na crise, está provado que o setor primério é que ajuda segurar a economia. A Firjan cumpre seu papel que é apoiar e contribuir na mitigação de entraves para promover o desenvolvimento da indústria e todos segmentos do setor produtivo”, concluiu.

Vale ressaltar que no âmbito nacional, o setor de alimentos e bebidas é o segundo maior do Brasil em valor bruto de produção da indústria de transformação.A participação da indústria de alimentos e bebidas no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro é de 9%. Os respectivos valores refletem um crescimento constante de empregos diretos: em 2011 o setor empregou 1,62 milhão de trabalhadores. Desde 1992, o número de empregados do setor cresceu 90,4%. O ritmo anual de crescimento foi de 3,3%, significativamente acima da média da indústria da transformação, de 2,6% ao ano.

O Estado do Rio de Janeiro tem atraído novos projetos e sido fator cada vez mais importante para tais resultados. Em 2012, foram anunciadas novas fábricas a serem implantadas no Estado, inclusive nos Distritos Industriais da Codin. Trata-se de investimentos da ordem de R$ 250 milhões, que vão gerar 735 empregos até 2018.

As empresas do setor foram beneficiadas pela denominada Lei Rosinha (Lei 5.636), promulgada pela então governadora Rosinha em 2005. A lei garante regime especial de tributação e de recolhimento do ICMS. Ainda no programa de incentivos, o Governo do Estado prorrogou o prazo de redução da alíquota de ICMS de 4% para 2%, benefício fiscal concedido ao setor desde janeiro de 2011. O objetivo é valorizar o segmento, reconhecendo sua importância no contexto do mercado fluminense.

*Jualmir Delfino

 

 

 

 

 

 

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